Temos um futuro; não apenas um amanhã.

Temos futuro

Ter um futuro é diferente de apenas viver o amanhã. Ou seja, o amanhã está disponível para todos, enquanto futuro existe na vida dos que planejam e semeiam. Por isso, pessoas que se deixam contaminar com dúvida e medo não acessam seu futuro. Em Deus temos promessa de que Ele nos incluiu em um plano que tem princípio, meio e fim. Este é um projeto que iniciou antes da fundação do mundo (Efésios 1.4 e I Pedro 1.20). Portanto, é tão sólido quanto tudo que sustenta esta ordem de coisas. Estamos vivendo o meio do plano, pois, independente de qual seja a época de nosso nascimento, foi o nascimento de Jesus que marcou o início deste novo tempo. Seu nascimento dividiu a história em antes e depois dEle.

Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” Gálatas 4:4,5

De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.” Efésios 1:10

Jesus nasceu e morreu em um tempo específico determinado por Deus, conhecido como a plenitude dos tempos. De maneira idêntica, voltará no tempo determinado pelo Pai, para concluir o projeto que tem com o homem e com a terra. Nós, os que cremos no Filho de Deus nascido em carne, devemos crer também no futuro que desenhou para toda humanidade. Ele voltará triunfando sobre Seus inimigos e fomos incluídos no que conquistou com preço de sangue.

Visão cria provisão

Quando temos visão do grande e consistente plano de Deus, não temos dificuldade de apoiar nossa fé no invisível (Hebreus 11.3). E esta capacidade de mover-se em cima do que não é palpável, nos capacita a tirar nossos olhos das circunstâncias. Contudo, isso não é sinônimo de negligência, nem deve ser confundido com um convite à preguiça. Nossa fé deve ser ativa e apoiar-se na provisão que Deus prometeu aos que fizessem Sua vontade. Portanto, estar no centro da vontade de Deus é viver acima das circunstâncias, dependendo de Seu cuidado.

Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois, nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele.” Colossenses 1:15,16

Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” 2 Coríntios 4:18

Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas.” Romanos 1:20

Atentar para o invisível é crer na capacidade que Deus tem de trazer a existência o que não existe. O que Ele manifestou na criação e na encarnação do Filho é o que segue fazendo. Por isso, o futuro que esperamos é criado a partir de nossa interação com esta verdade. Além disso, nossa esperança não está fundamentada apenas nesta vida, porque aguardamos a vida eterna que teremos ao lado dEle. O amanhã contém o futuro dos que assim se posicionam, podendo ser apenas mais um dia na vida dos que ignoram esta verdade.

O futuro que Deus criou

Ninguém, além de Deus, sabe ou conhece os depósitos feitos em secreto em nossa vida. Por isso, não devemos aceitar julgamento de quem quer que seja, assim como não devemos julgar nosso irmão. No entanto, não é incomum sermos abalados pela falta de fé das pessoas em nosso potencial. Ou seja, o julgamento delas não contempla o que é invisível e que tem real valor para Deus; não sendo parâmetro confiável. Em outras palavras, depender da aceitação ou da fé de outras pessoas em nós, significa o mesmo que não confiar nas promessas feitas por Deus, duvidando de Sua capacidade de cumpri-las. Abandonar o lugar de adoração e comunhão por esta razão é a pior escolha que fazemos.

Dessa forma, temos que escolher entre depender de Deus ou da opinião dos outros.  Pois, nem sempre haverá consenso entre estes dois pontos de vista. É fato que precisamos de pessoas que nos apoiem e acreditem em nós. Mas, mesmo que vivamos uma estação em que elas aparentemente nos abandonaram, nossa confiança em Deus não deve ser abalada. Porque o que nos prometeu Ele cumprirá, sendo nossa tarefa impedir que circunstâncias nos paralisem. Os patriarcas tiveram que crer no invisível e apostaram no que Deus mostrou-lhes que faria. Eles foram provados e viveram momentos em que o futuro parecia incerto, sem contudo vacilar.

Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados. Homens dos quais o mundo não era digno, errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” Hebreus 11:37-40

O que Deus valoriza

Houve uma pequena cidade em que havia poucos homens; veio contra ela um grande rei, sitiou-a e levantou contra ela grandes baluartes. Encontrou-se nela um homem pobre, porém sábio, que a livrou pela sua sabedoria; contudo, ninguém se lembrou mais daquele pobre.” Eclesiastes 9:14,15

O exemplo do homem sábio, mencionado no texto acima, é o de alguém que estava posicionado. Ele era pobre e a cidade onde morava era pequena e desacreditada. No entanto, sua sabedoria livrou-a de um grande rei que investiu contra ela.  Embora seu ato não lhe tenha conferido fama ou reconhecimento humano, foi louvado por Salomão, quem dirá diante de Deus. Do mesmo modo, não precisamos de dinheiro ou de um título que respalde o lugar de influência em que fomos colocados por Deus. Quando entendemos nosso chamado, discernindo tempos e estações, facilmente, reconhecemos o futuro que esperamos. Mesmo que tudo ao nosso redor pareça confuso, tentando roubar-nos a esperança, podemos ancorar nossa fé nAquele que não muda. Certamente, Ele nos observa atentamente.

Suportar e superar estes momentos de aparente abandono e anonimato é o que nos conecta com nosso futuro. Nossa esperança está fundamentada no que o Deus invisível contempla e valoriza. Assim como, consideramos e aguardamos o galardão eterno. Somente os nascidos de novo possuem esta perspectiva do que lhes acontece, sendo também, porta-vozes desta boa nova. Em virtude disso, não devemos nos cansar de esperar, nem desistir de lutar por aquilo que Jesus nos concedeu como herança.

“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” I Coríntios 15.19

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