Princípios do reino de Deus.

princípios do reino

Um reino é a esfera de domínio de um rei. Ou seja, é tudo sobre o que ele governa e tem jurisdição, autoridade e onde exerce autonomia. Quando pensamos no reino de Deus, estamos analisando tudo sobre o que Ele tem supremacia e autoridade para modificar. A figura do rei é diferente da figura de um presidente, legislador ou chefe de estado. Pois, enquanto os chefes de estado, a não ser que sejam ditadores, precisam de uma composição política para aprovar leis e estabelecer decretos, governando através deles; a decisão do rei é soberana. Não significa dizer que os reis da terra não se aconselham, ou que não se submetam a algum tipo de hierarquia.

No entanto, quando a bíblia refere-se ao reino de Deus, está fazendo menção de um reino eterno que não conhece limites. Por isso, ao comparar Seu projeto com a humanidade com um reino, Deus estava referindo-se ao poder absoluto que tem em Suas mãos. A nós foi conferida a dupla tarefa de implementar Seu reino na terra e de viver nele. Isto é, somos cidadãos do reino, sendo regidos por Suas leis e, também, embaixadores deste mesmo reino. Temos, portanto, a dupla função de relacionarmo-nos com nosso Rei, seguindo Suas orientações; bem como de implantar Sua lei em nossa esfera de ação. Cada ser criado tem domínio e exerce influência sobre um grupo pequeno ou grande de pessoas. Os filhos de Deus devem proclamar as boas novas deste reino com suas vidas e escolhas. O preço que Jesus pagou na cruz resgatou das mãos do inimigo todo poder e domínio que o homem havia perdido quando pecou. 

“E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” Colossenses 2:15

Vivendo como súditos

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Mateus 6:33,34

Buscar o reino em primeiro lugar é usufruir da transformação e da vitória gerada por ele. Portanto, quando nos movimentamos fora deste domínio; desobedecendo seus princípios, sofremos consequências. Conhecer as leis deste Rei a quem servimos é discernir Seu coração e Suas motivações. Inegavelmente, Deus tem mais desejo de nos abençoar do que nós de sermos abençoados. Por isso, quando reivindicamos ou adquirimos algo fora da estação, agimos fora de Seu governo. 

“A bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto.” Provérbios 10:22

Sonhar faz parte da dinâmica de qualquer ser humano. Em Jesus, temos promessas que o que Ele sonhou conosco acontecerá. Mas, precisamos aprender a conquistá-los através da obediência. Ou seja, todas as conquistas são expressões de um Pai que recompensa e nelas Ele é glorificado.

A fidelidade de Deus

Deus é fiel em tudo que nos prometeu, contudo, testa nossa fidelidade e confiança, ao permitir que sejamos provados. A obediência  à Sua lei e liderança gera recompensa. Mas, obedecer só é possível em um contexto onde escolhas podem ser feitas. Por isso, temos que escolher entre buscar o reino de Deus e Sua justiça, ou conquistar usando nossa habilidade natural. Em última análise decidimos se cremos ou não em Sua capacidade de governar em justiça, concedendo-lhe ou não autonomia para nos conduzir. Portanto, quando tentamos conquistar ou antecipar algum resultado desejado fora da estação, usurpamos o que não é nosso por direito. Ou seja, nos apropriamos, antes do tempo, do que teria sido concedido em uma determinada estação. Somos movidos por inveja ou insegurança quando tentamos gerar o que só é legitimado quando nasce em Deus. 

Sem dúvida alguma é desejo de Deus que nossos bens e vitórias sejam testemunhos de Seu poder em nós e através de nós. Certamente, tais conquistas proclamam nossa história com Deus, transformando-se em profecias de Sua fidelidade. O carro, a casa, o emprego e a cura deixam de ser meras vitórias; constituindo marcos de Seu amor por nós. Para que nossa espera seja efetiva temos que aprender a superar perdas, decepções e traições. Se não confiamos nEle quando lidamos com perdas, não o glorificamos quando somos recompensados. De maneira idêntica, se não aprendemos a lidar com traições não sabemos ser aplaudidos. Quando Deus pede o Isaque, Ele deseja Abraão.

“Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder.” 1 Coríntios 4:20

“O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações.” Salmos 145:13

Estabelecendo o reino

“E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos.” Lucas 9:2

“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Romanos 14:17

Em conclusão, proclamar as boas novas de um reinado eterno é viver de acordo com suas leis. É anunciar em cada conquista ou espera que não nos movemos pelo que é aparente. Dessa maneira, somos embaixadores de um novo modo de abordar a vida e os desafios. Isto é, confiamos na constituição deste reino e em suas leis; porque conhecemos a fidelidade e poder de nosso Rei. Por isso, não temos motivos para duvidar do compromisso que tem conosco, nem tão pouco de Sua capacidade de gerar o impossível.

No governo de Deus não existe enfermidade, escassez ou qualquer destruição e morte. Ele veio nos dar vida e vida em abundância. A humanidade tateia em busca de respostas que são encontradas nEle. Pois, fora dEle as conquistas são vazias e efêmeras. Somos privilegiados por ser cidadãos de um reino como este. A coroa que Jesus usou nesta terra foi a de espinhos, sabendo que uma coroa de rei lhe aguardava. Assim, devemos nós também aguardar o galardão eterno que em nada se parece com a coroa terrena.

“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” Daniel 7:27

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